Filosofia Vermelha

5/2/2022

O anticristo, de Nietzsche

Season 3, Ep. 9
O anticristo, de Friedrich Nietzsche, é uma das obras mais polêmicas e provocativas da história da filosofia. Redigido no verão e outono de 1888, com o filósofo já afetado pela doença que o levaria à morte, o texto teve sua primeira impressão em 1895, com o subtítulo Versuch einer Kritik des Christenthums ("Tentativa de uma crítica do cristianismo").Faça sua inscrição em nosso curso de introdução à filosofia: https://www.udemy.com/course/introducao-a-filosofia-dos-pre-socraticos-a-sartre/?referralCode=51CAB762A412100AFD38Seja um de nossos apoiadores e mantenha este trabalho no ar: https://apoia.se/filosofiavermelhaNossa chave PIX: filosofiavermelha@gmail.comAdquira meu livro: https://www.almarevolucionaria.com/product-page/pr%C3%A9-venda-duvidar-de-tudo-ensaios-sobre-filosofia-e-psican%C3%A1liseO título Der Antichrist é ambíguo, pois o termo "Christ", em alemão, significa tanto "Cristo" quanto "cristão". Num primeiro momento, "Antichrist" evoca a ideia do anticristo do Apocalipse, alcançando o objetivo de Nietzsche de ser tão provocativo quanto possível. Por outro lado, e à luz das passagens 38 e 47 da obra, o título poderia significar apenas "O anticristão".A obra é dividida em aforismos, o que confere um estilo mais livre à escrita ao mesmo tempo em que torna mais difícil sua sistematização, seu agrupamento em temas e seu encadeamento lógico. Esta aparente simplicidade dos aforismos é uma das principais razões de Nietzsche ser um dos filósofos mais acessíveis e lidos nos círculos não especializados em filosofia, mas também um dos mais distorcidos e mal compreendidos.