Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes
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6. #016 (S02) - Adeus, Lenin!
01:14:42||Season 2, Ep. 6No décimo sexto episódio do Cinematógrafo, acompanhamos a saga de Alex Kerner (Daniel Brühl), que faz de tudo para evitar que sua mãe, Christiane (Katrin Sass) tome conhecimento da Queda do Muro de Berlim e, por consequência, do fim da Alemanha Oriental (República Democrática Alemã) - país satélite da URSS criado em 1949. A encenação montada por Alex só é possível porque sua mãe - uma cidadã politicamente engajada com a construção do regime socialista- estava em coma durante o decorrer dos fatos que alteraram radicalmente os rumos do país, permitindo a organização de um cenário e "ensaios" com parentes e amigos, de modo a parecer que nada havia mudado quando ela finalmente tem alta. O filme é Adeus, Lenin! (Good Bye Lenin!, 2003), dirigido por Wolfgang Becker que, com uma narrativa leve, cheia de situações cômicas, permite pensar sobre as vantagens e desvantagens do socialismo e do capitalismo, além do impacto da História sobre o cotidiano. Seria possível ignorar as transformações políticas e econômicas, eliminando, por meio de uma farsa, os vestígios das sociabilidades impostas pelos novos tempos? Nosso trio de apresentadores conversou sobre as relações entre comédia e narrativa histórica, a importância da cenografia para demarcar a passagem de tempo, as imagens icônicas da Queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, entre outros temas.Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades!Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense.
15. #015 (S02) - No Intenso Agora
01:13:56||Season 2, Ep. 15No décimo quinto episódio do Cinematógrafo seguimos o diretor João Moreira Salles por seu passeio pelo ano de 1968, no documentário No intenso agora (2017). Feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial da Revolução Cultural, o filme investiga a natureza de registros audiovisuais gravados em momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e, em menor quantidade, no Brasil. As imagens, todas elas de arquivo, revelam o estado de espírito das pessoas filmadas e também a relação entre registro e circunstância política.Nosso trio de apresentadores conversou com Patrícia Machado (@patriciafmm), professora da PUC-Rio, que pesquisa o uso das imagens de arquivo em produções de cinema e audiovisual. Além de debaterem sobre o filme, os quatro trataram de pesquisa de imagens, conservação de material audiovisual, política de arquivos, entre outros temas relevantes para quem trabalha com audiovisual e/ou pesquisa o assunto. Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades!Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense.
14. #014 (S02) - Oppenheimer
01:13:54||Season 2, Ep. 14No décimo quarto episódio do Cinematógrafo convidamos você a nos acompanhar até os EUA, entre os anos 1930 e 1950, para discutirmos o retrato que Christopher Nolan fez do "Pai da Bomba Atômica" em Oppenheimer (2023), vencedor de 7 Oscars, incluindo Melhor Direção e Melhor Filme.A narrativa apresenta a trajetória de J. Robert Oppenheimer, desde sua formação acadêmica, passando pela criação e explosão da bomba atômica, até sua perseguição pelo macartismo na Guerra Fria. No episódio, gravado antes do Oscar, nosso trio de apresentadores conversa sobre ciência, ética, cinebiografia, anticomunismo (macartismo), antissemitismo, personagens femininas nos filmes de Nolan, Barbenheimer, direção de fotografia e outros temas suscitados pela obra. Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades!Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense. Esse episódio foi gravado na Vila Aymoré do Rio de Janeiro, nos estúdios da ESPM.
13. #013 (S02) - Infiltrado na Klan
01:21:54||Season 2, Ep. 13Há quem pense que o problema do racismo se restringe à esfera individual em nossa História. Para os adeptos dessa perspectiva, a experiência humana seria uma narrativa um tanto simples, onde facilmente conseguimos reconhecer os heróis e os vilões. "Aquela pessoa é racista, mas aquela é antiracista". Pronto, resolvido. Mas o mundo fica um pouco mais complexo (e verdadeiro) quando reconhecemos essas características não apenas nos indivíduos, mas nas instituições que nos rodeiam. Seriam elas também racistas? E o pior, não seria o racismo um pilar fundamental de sua concepção? Esse olhar lança o debate sobre o papel de lugares como hospitais, escolas, mercados e polícia, dentre outros, na manutenção desse estado-das-coisas. Também questiona esse pretenso indivíduo antiracista que, muito embora possa agir pontualmente e discursar contra a violência sobre corpos pretos, não é capaz de abrir mão de privilégios que algumas instituições lhes concedem. Privilégios impactantes como ser sistematicamente poupado de ações policiais, mas também simbólicos como na seleção dos nomes que serão celebrados na História do Cinema. .Para esse debate sobre consciência de classe, racismo institucional e as representações do supremacismo branco, recebemos em nosso estúdio o cineasta, cineclubista e professor @clementino.jr . Na conversa, falamos sobre a trajetória do cineasta negro nos Estados Unidos, História do cinema e filmes um tanto quanto questionáveis que fazem parte dessa historiografia.
12. #012 (S02) - Muitos Homens num Só
01:11:03||Season 2, Ep. 12No décimo segundo episódio do Cinematógrafo convidamos você a flanar com a gente pelo Rio de Janeiro da Belle Époque, início do século XX, onde se passa a trama de Muitos homens num só (2014), filme dirigido por Mini kerti.Uma série de furtos em hotéis provocados por um suposto Dr. Antônio é o centro da história baseada em contos do escritor João do Rio. No episódio, nosso trio de apresentadores conversa sobre filmes de época, narrativas de suspense, relações de gênero, teorias raciais e história do Rio de Janeiro, entre outros temas provocados pela obra.Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades. Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um Projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense. Esse episódio foi gravado na Vila Aymoré do Rio de Janeiro, nos estúdios da ESPM/ Rio.
11. #011 (S02) - 1917
01:08:55||Season 2, Ep. 11Embora não tenha recebido tantas representações cinematográficas como a Segunda Guerra, a Primeira Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial atraiu a atenção de diretores, mobilizando a criação de um conjunto de filmes históricos. É o caso do longa de Sam Mendes, 1917, lançado nos cinemas em 2019.Nesse episódio de estreia da Segunda Temporada do Cinematógrafo, convidamos vocês ouvinteVocê pode escutar nas principais plataformas de áudio. Aproveita e segue nosso Instagram para mais informações sobre esse e os próximos episódios e acompanhar as novidades. A partir desta temporada, o Cinematógrafo Podcast é um Projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense. Esse episódio foi gravado na Vila Aymoré do Rio de Janeiro, nos estúdios da ESPM/ Rio. .#historia #filmeseseries #podcast #cinema #adorocinema #filmehistorico #cinemaehistoria #filmesdeguerra #1917 #PrimeiraGuerraMundial #PrimeiraGrandeGuerra
9. #009 - O Ano em que meus pais saíram de férias (Ygor Monteiro)
01:04:17||Season 1, Ep. 9CINEMATÓGRAFO PODCAST - EP. #009 “O Ano em que meus pais saíram de férias".O que você lembra quando pensa nos anos do regime militar? Nas prisões e cassações arbitrárias? Na luta armada e na violência do Estado? No milagre econômico que fez o Brasil crescer em média mais de 10% ao ano? Ou na conquista da seleção brasileira na Copa do Mundo do México em 1970? Pois é, dentro do mesmo período histórico coexistem diferentes memórias. E a depender de onde você estava naqueles anos, talvez não fosse possível escutar a tempestade que outros viviam. O problema é acreditar que somente existem as tormentas da História que fomos capazes de enxergar. .Por isso, o olhar infantil é particularmente interessante para pensarmos um período histórico. Em geral, alheio aos eventos políticos que o cercam, é no campo do afeto e do lúdico que aqueles anos se manifestam na memória das crianças. Elas sentem o peso ou a leveza do mundo, a partir de outras lentes..Para falar desse tema, voltamos depois de uma longa pausa de férias (porque ninguém é de ferro) para o nono episódio do nosso podcast. Vamos bater um papo sobre futebol, política, regime militar e comunidade judaica no Brasil. 🤯 Ahh? Pareceu confuso? Vem conosco que no caminho você entende. Para ajudar nesse emaranhado de temas, conversamos com o historiador e pesquisador Ygor Monteiro (@ygorpiresm) sobre o filme “O ano em que meus pais saíram de férias” (BRA, 2006) de Cao Hamburguer. Preparem as pipocas, a sessão de cinema e história já está no ar.
8. #008 - Chico Rei (Rodrigo de Almeida)
01:37:14||Season 1, Ep. 8CINEMATÓGRAFO PODCAST - EP. #008 “CHICO REI”.Ainda que tenha durado mais de 350 anos, a instituição da escravidão-racista no Brasil não atravessou esse período sem ser questionada. Não faltaram resistência, lutas e estratégias de sabotagem por parte de mulheres e homens negros escravizados. Alguns deles já nascidos no território brasileiro, outros nascidos em África. Na época, esses atos de insubordinação encontraram na tradição oral uma forma (talvez a única forma) de se perpetuar. Por isso, quando a memória da resistência negra na Minas Gerais do século XVIII foi transformada em narrativa audiovisual, a matéria-prima foi justamente essa tradição, que não preza pelo preciosismo das datas, dos nomes e da cronologia..Neste oitavo episódio do nosso podcast, vamos percorrer as estradas íngremes da antiga Vila Rica em busca das histórias dessa resistência durante o ciclo do Ouro colonial. Para isso, conversamos com o historiador Rodrigo de Almeida ( @delyraalmeida ) sobre o filme “Chico Rei” (BRA, 1985), de Walter Lima Jr. Enquanto falávamos dos limites de um cinema branco em retratar o período, descobrimos os bastidores de um filme que demorou seis anos para ser concluído, atravessado por relações de poder econômico e religioso..
7. #007 - Baile Perfumado (Izabel Melo)
01:17:27||Season 1, Ep. 7.O cangaço da década de 1930 é desses eventos históricos cinematográficos. Um movimento de banditismo repleto de fabulações, hipérboles, simplificações, caricaturas e fascínio. Um prato cheio para contadores de história. Mas cinema não é apenas sobre o que se filma, mas também sobre quem filma e quando se filma. Há quem vá apontar a câmera para essa história como quem procura confirmar seu próprio imaginário. Sua lente vai buscar desesperadamente a terra árida, as imagens de seca, a roupa e o chapéu de couro. Por outro lado, há quem vai, por falta de vício de olhar, registrar um ambiente diferente: mais verde, com uma variação maior de vestimentas, mais cuidadoso com as complexas relações entre política local e a religiosidade. Nessa variação de olhares, às vezes o público se frustra ao não reconhecer ali o seu “nordeste inventado”. Nesses casos, talvez o problema não esteja na obra.Para falar um pouco sobre nossa expectativa irreal de que um filme possa representar toda uma região, chamamos para nosso estúdio-home a professora, doutora e curadora Izabel Melo ( @belodara ). Nesse bate-papo falamos também sobre a Jornada Internacional de Cinema da Bahia, um festival de curtas-metragens que marcou a cena cultural de Salvador entre 1972 e 2012.Então, convidamos você a rever seu imaginário sobre personagens como Lampião, Maria Bonita, Corisco em “Baile Perfumado” (BRA, 1996), longa-metragem dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Mas já te aviso que o verdadeiro protagonista desse filme é o fotógrafo libanês Benjamin Abrahão - a pessoa que registrou as imagens conhecidas do cangaço. Você já tinha escutado falar dele? Bem, se não, se liga no nosso sétimo episódio do podcast. Você pode escutar nas plataformas Spotify, Anchor, Poscket Podcast e Deezer. Vamos deixar o link do Spotify na Bio por enquanto..#historia #filmeseseries #podcast #cinema #adorocinema #filmehistorico #cinemaehistoria #cangaço #lampião #mariabonita #cinemanordestino #baileperfumado #benjaminabrahão
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