{"version":"1.0","type":"rich","provider_name":"Acast","provider_url":"https://acast.com","height":250,"width":700,"html":"<iframe src=\"https://embed.acast.com/$/66848fa904b201dd340f0ff9/6684903f4cb273e4615720bd?\" frameBorder=\"0\" width=\"700\" height=\"250\"></iframe>","title":"1 - Trovas travessas","description":"<p>Ninguém ouviu as minhas obscenidades transcritas,</p><p>e quem ouviu não pediu mais rimas malditas,</p><p>mas é um desprazer deixar pelo ar </p><p>palavras não ditas;</p><p>por isso trouxe mais</p><p>trovas travessas,</p><p>mais um livro de poesias avessas;</p><p>porque nunca fui poeta de poucos</p><p>versos escrotos</p><p>&nbsp;</p><p>Pela cara de bonitinho,</p><p>me pintaram um homem certinho,</p><p>uma tela que rasguei, porque sou um tiro pela culatra,</p><p>um literato alcoólatra</p><p>um depravado com sociopatas tendências,</p><p>com autoestima dum Sultão de Sumatra</p><p>e um péssimo senso de humor</p><p>&nbsp;</p><p>O profano é o sal da minha dor,</p><p>e no arder da ferida,</p><p>meu corpo se agita,</p><p>me debatendo grito indecências aos quatro cantos do mundo</p><p>para ter um vadio segundo de atenção</p><p>antes de voltar a perecer na solidão</p>","author_name":"Felipe Simão"}